sexta-feira, 15 de novembro de 2013

DJ’s da condução: o terror dos passageiros

Agora é lei, escutar músicas em aparelhos eletrônicos nos transportes públicos, só com o fone de ouvido.

Engarrafamento, calor, transporte lotado, cansaço... Quando tudo parecia não poder piorar, o colega começa a ouvir "ah, lelek, lek, lek...". O som é tão alto, que a sua distração passa a ser descobrir quem é o DJ da vez. Consequentemente, todos os passageiros são obrigados a acatar a música. Para não dizer, ruídos sonoros, pois se misturam com as freadas do ônibus, buzinas e discussões no trânsito. Você tem que se submeter  ao estilo musical do outro, porque simplesmente, o cidadão não usa os fones de ouvido.

No estado do Rio de Janeiro, assim como em outras sete capitais brasileiras, fica proibido o uso de aparelhos sonoros em transportes públicos. A lei não admite a utilização dessas mídias em trens, ônibus ou balsas. Aqueles passageiros que desobedecerem à nova ordem, pagarão uma multa de R$ 1 mil. Essa instrução vale também para as empresas que consentirem o descumprimento da lei.

Amanda Ribeiro já discutiu no ônibus por causa disso: "O sujeito estava ouvindo funk proibido, ao lado de uma mulher com crianças. A cada pornografia, uma pergunta cabeluda que a mãe não sabia responder e ficava constrangida. Eu comecei a reclamar e aí, como em todo transporte, a falação foi geral. No final, a gente colocou ele para fora do ônibus", conta.


(Imagem do Google)

Outro fato que Amanda nos conta são os conflitos musicais de um mesmo ambiente. "De fato, música coletiva não é o meu forte. Até porque, às vezes a gente tem a guerra do celular mais potente. Um coloca o funk, o outro, com raiva, coloca música evangélica e quando você vê, virou feira musical ambulante", complementa a entrevistada.

O último ponto que podemos inserir nesta reflexão são as pessoas que gritam ao falar no celular. É impressionante como em poucos minutos conseguimos saber tudo da vida daquele indivíduo que fala, ou melhor, berra ao celular. “Às vezes a pessoa fala tão alto em uma ligação, que a gente desce do ônibus com a sensação de ter acabado de ler uma biografia”, comenta Amanda.

Alguns Estados já estão proibidos o uso de tais aparelhos. Entretanto, a discussão não para por aí. Além das leis e das multas, devemos, antes de tudo, ter bom senso e pensar no próximo antes de agir. Talvez o que nos falte é aprender a viver em sociedade. Sejam gritos, músicas ou ruídos sonoros, independente de todos esses fatos, pensemos agora se estamos violando o respeito à individualidade de cada um.


Matéria escrita para a Folha Universitária Online - UCB.

Por: Carol Cunha

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